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terça-feira, 26 de maio de 2009

Ícone

Ícone, termo derivado do grego εἰκών, (eikon, imagem), no campo da arte pictórica religiosa identifica uma representação sacra pintada sobre um painel de madeira.

O ícone é a representação da mensagem cristã descrita por palavras nos Evangelhos. Se trata de uma criação bizantina do século V, quando da oferta de uma representação da Virgem, atribuída pela tradição a São Lucas. Quando da queda de Constantinopla em 1453, foi a população dos Bálcãs que contribuiu para difundir e incrementar a produção desta representação sacra, sendo na Rússia o local onde assume um significado particular e de grande importância. O simbolismo e a tradição não englobam somente o aspecto pictórico, mas também aquele relativo à preparação espiritual e aos materiais utilizados.

O maior pintor russo de ícones foi Andrei Rublev.

Paisagem

Considera-se paisagem como sendo o resultado material de todos os processos (naturais e sociais) que ocorrem em um determinado sítio. A paisagem é portanto construída a partir da síntese de todos os elementos presentes neste local e sua apreensão se dá pela imagem resultante dela (uma definição tradicional da paisagem é a de um espaço territorial abrangido pelo olhar). Uma paisagem é o mesmo que um espaço, é tudo que posso ver ao meu redor, isto é, tudo o que posso ver numa extensão ou espaço.

Numa outra definição, pode-se dizer que Paisagem, é um sistema complexo e dinâmico, onde diferentes fatores naturais e culturais interagem e evoluem em conjunto. Determina e é determinada pela ecologia, fatores culturais, emotivo-sensoriais e socio-econômicos. Devido a isto, o termo é normalmente usado para se referir às visuais e perspectivas existentes em cada ambiente, sendo inclusive uma categoria da pintura.

Paisagem é tudo o que vemos em determinado momento.Todos os objetos e seres vivos presentes em determinado lugar são elementos qe formam a paisagem.Esses elementos podem ser NATURAIS ou HUMANIZADOS.

Uma paisagem reúne os seguintes entre vários elementos:

* Topografia
* Ambiente natural: vegetação, formação geológica
* Ambiente construído: obras de arquitetura, obras de engenharia

Pintura de gênero

A pintura de gênero (ou género, em Portugal) desenvolveu-se a meio do florescimento do Barroco na Europa Católica (século XVII) nos Países Baixos, sobretudo nos Países Baixos do Norte (a porção que hoje corresponde à Holanda). Trata-se de um estilo sóbrio, realista, comprometido com a descrição de cenas rotineiras, temas da vida diária como homens dedicados ao seu ofício, mulheres cuidando dos afazeres domésticos, ou até mesmo paisagens. Nasce então a pintura de genre (ou petit genre) como uma resposta nacionalista, glorificadora da cultura neerlandesa, ao processo de libertação dos Países Baixos da dominação espanhola.

Auto-retrato

Auto-retrato (AO 1990: autorretrato), muitas vezes é definido em História da Arte, como um retrato (imagem, representação), que o artista faz de si mesmo, independente do suporte escolhido. Reconhece-se, em geral, que a partir da renascença italiana, a produção destes, conscientemente, pelo artista, passou a ser cada vez mais freqüente, chegando à obsessão de um Rembrandt - quase uma centena - ou de uma Vigée-Lebrun.

Mais recentemente, no século XX, dificilmente encontra-se artista, renomado ou não, que não tenha procurado produzir o seu. Seja ou não este produto, reconhecido no campo artístico como inserido nesta categoria.

É comum encontrar-se em textos referentes à auto-retratística, a afirmação de que a produção de auto-retratos é presente na antigüidade clássica. Cita-se constantemente o escultor Fídias, do século V a.C., o qual teria deixado no Partenon, em Atenas, sua imagem esculpida; antes, no Antigo Império Egípcio, um certo Ni-ankh-Phtah, teria deixado sua fisionomia gravada em monumento; ou ainda, considera-se eventualmente, que em culturas pré-literárias já havia quem os produzisse. O mesmo é dito a propósito do período medieval, época na qual procuram-se auto-retratos (e alguns afirmam encontrar) em manuscritos destinados aos mais variados propósitos: em iluminuras religiosas, principalmente.

Os estudos exclusivamente versando sobre auto-retratos e a atenção a eles dispensados, entretanto, só têm início no século XX: década de 20, especificamente. Trabalhos mais rigorosos e aprofundados só aparecerão na década de 50, mas, neste período, as peculiaridades do fazer artístico e o pensamento sobre ele esfacelam as noções do que seria um auto-retrato e o seu enquadramento como gênero artístico advindas dos séculos anteriores. Como entender e classificar um "auto-retrato" de Mattia Moreni ou de Keith Haring?

Na pintura brasileira, Eliseu Visconti certamente foi um dos artistas que mais se auto-retrataram. Estima-se que tenha executado cerca de quarenta auto-retratos, representativos das diversas fases de sua produtiva carreira artística.obs agora se escreve autorretrato com dois r.

Retrato

Um retrato é uma pintura, fotografia ou outra representação artística de uma pessoa. O mais famoso exemplo de um retrato é a La Gioconda de Leonardo da Vinci.

Os fotógrafos aprenderam com os artistas plásticos, a famosa regra dos terços, assim como os cineastas e a televisão.

No retrato clássico, a regra dos terços diz que os olhos da pessoa fotografada devem estar a altura de um terço superior, assim como a linha do horizonte na paisagem. A pessoa não deve ficar de frente e no centro, como se faz quando se tira uma foto para documento. A pessoa deve estar com perfil parcial, costas próxima a uma das margens e frente voltada levemente para o lado maior da foto, tendo os olhos direcionados à objetiva da câmera. Olhos baixos significam depressão e tristeza, olhos altos, indicam altivez e contemplação.